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19/11/18 Procuradoria-Geral do Trabalho

Nova procuradora revela trajetória de superação de trabalho infantil

Filha de costureira, a mais nova integrante do MPT trabalhou como empregada doméstica, aos 15 anos, e na roça

Brasília – “A posse de um único candidato, aparentemente, é uma gota, mas essa gota compõe um oceano, tamanha é a grandeza de sentimentos que inspiram essa instituição”, declarou a mais nova procuradora do Ministério Público do Trabalho, Juliana Beraldo, no discurso de posse hoje (19) na sede da Procuradoria-Geral do Trabalho, em Brasília. 

Aplaudida de pé, por uma plateia emocionada, a procuradora revelou sua trajetória de superação do trabalho infantil. 

Nascida em família pobre, a filha de costureira sempre gostou de estudar, mas não tinha condições financeiras para obter uma educação de qualidade. Teve que começar a trabalhar aos 15 anos, como empregada doméstica. “Minha mãe sabia que era errado e fez de tudo para que eu não continuasse, até que conseguiu, quando disse para a patroa que a denunciaria”, destacou. 

Ainda na adolescência, ela também trabalhou em fábrica de sapato, mercado e até na roça, onde matavam quatro a cinco cascavéis por dia, na colheita de braquiária, um tipo de semente que serve para alimentação do gado. “Foi preciso muita sorte para não sucumbir diante dos riscos de abusos no trabalho doméstico, de acidentes no trabalho rural e dificuldades de acesso às informações”, acrescentou. 

Em sua fala, a procuradora também combateu o discurso da meritocracia, de que “quem quer consegue”. Para ela, não é justo exigir que a maioria da população necessite de um esforço desproporcional para alcançar os mesmos objetivos que uma minoria consegue, não por mérito, mas pelo acesso à educação de qualidade. 

A procuradora defende que as políticas públicas de combate ao trabalho infantil, como o bolsa família, e políticas afirmativas, como a de cotas, ainda tão criticadas em nossa sociedade, são extremamente necessárias, para que haja justiça social. 

Presente na cerimônia de posse, a costureira Cristina Beraldo contou que não foi fácil criar as duas filhas sozinha, uma delas inclusive com autismo, que é a irmã mais nova da procuradora Juliana Beraldo. “Ela sempre foi uma menina muito esforçada, estudiosa, e desde os 17 anos tinha esse sonho de trabalhar no MPT. Estou muito orgulhosa”, disse a mãe da procuradora.

O vice-procurador-geral do MPT, Luiz Eduardo Bojart, também ficou tocado com a história de vida dela. “Estamos diante de uma guerreira, uma lutadora, batalhadora, um imenso ser-humano que emocionou a todos aqui”, concluiu, ao dar as boas-vindas à nova integrante do MPT. 

Também participaram da solenidade: a subprocuradora-geral do MPT Sandra Lia Simón e o diretor-geral da PGT, procurador Leomar Daroncho, que leu o termo de posse, além de outros membros e servidores da instituição, bem como familiares e amigos da procuradora.

Juliana Beraldo foi a 12ª nomeada no 20º concurso para procurador do Trabalho. Acesse aqui a íntegra do discurso da procuradora.

Assunto(s)
Atuação do MPT,Concursos e Estágios
Procuradoria-Geral do Trabalho - Assessoria de Comunicação - Tel. (61) 3314-8222
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