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29/08/18 Procuradoria-Geral do Trabalho

Com música e dança, tem início simpósio sobre racismo e intolerância religiosa

Evento analisa os impactos da discriminação racial e religiosa no mundo do trabalho. Mesa de abertura contou com integrantes de movimentos e coletivos negros, procuradores e outras autoridades
Apresentação cultural marcou abertura de simpósio sobre racismo e intolerância religiosa
Apresentação cultural marcou abertura de simpósio sobre racismo e intolerância religiosa

Brasília – “Quero parabenizar a organização do evento pela excelência das palestras, mas também por essa abertura que nós tivemos aqui, algo bonito, que traz muito simbolismo a este nosso evento”, declarou o procurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ronaldo Curado Fleury, na mesa de abertura do “Simpósio Nacional Negro, Afro-religioso, Quilombola: racismo e intolerância religiosa no Brasil e seus reflexos no mundo do Trabalho”. Promovido esta semana pelo MPT em parceria com a Escola Superior do Ministério Público da União e com apoio de várias instituições e entidades, o evento, que visa debater a discriminação racial e seus efeitos sobre o trabalho, contou com uma abertura cultural e artística afro-brasileira, com música, dança e cores.

O simpósio foi aberto, nesta terça-feira (28), com apresentação de comunidade tradicional de terreiro “Exú, orixá da comunicação, do caminho e do equilíbrio”. O som de atabaques executado por conjunto de Alagbe foi acompanhado de apresentação de solo de música e dança afro-brasileira, de autoria de Thais carvalho, afro-religiosa e membro do Corpo de Dança do Ilê Ayê. Houve também a declamação de poema sobre o orixá Exú, de autoria de Abdias Nascimento, pelo poeta Milsoul Santos.

A apresentação cultural foi seguida de discurso da professora-doutora Roseli Oliveira, integrante do grupo de trabalho que organizou o evento, em que ela expressou o sentimento que moveu o grupo durante quatro meses, na tarefa de dar visibilidade a tão relevante questão social. “Estamos convidando a todos e todas a recuperar a nossa memória social, a coragem dos nossos ancestrais, e encarar os desafios e superá-los”, declarou a professora, que é coordenadora geral de Políticas Temáticas e de Ações Afirmativas da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Ministério dos Direitos Humanos).

A mesa de abertura foi formada por autoridades, como o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, a primeira-dama do Distrito Federal, Márcia Rollemberg, procuradores e magistrados, bem como representantes de movimentos negros, como Erivaldo Oliveira, presidente da Fundação Palmares, Marcos Rezende, representando o coletivo de entidades negras, e Egbomi Sandra de Yemanjá, que falou pelas comunidades tradicionais de terreiro.

Fleury abriu a exposições da mesa, destacando a importância de se “fazer o dever de casa” – implementar medidas internas em prol da igualdade, entre elas a racial. “Um dos compromissos da nossa gestão é justamente trazer para dentro da nossa instituição aquilo que exigimos que as empresas façam. Um exemplo: em 2015, editei portaria sobre pessoas trans, para garantir o uso do nome social a procuradores, procuradoras, servidores e servidoras, e usuários dos serviços do MPT. Somos também o primeiro ramo do MPU a inserir cotas para pessoas negras no concurso para procuradores”, relata Fleury. “E, recentemente, no dia 7 de agosto, assinei a portaria que institui, no âmbito do MPT, a Política Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade”, completou.

O simpósio segue por três dias – 28, 29 e 30 de agosto –, com palestras ministradas por procuradores, especialistas, pesquisadores e representantes de movimentos negros. Entre os temas abordados estão “A escravidão negra e o mito da democracia racial”, “O racismo e a intolerância religiosa contra negros(as), afro-religiosos(as) e quilombolas no mundo do trabalho. O caso brasileiro”, “Racismo e intolerância religiosa nos espaços públicos e privados”, entre outros.

O evento pode ser acompanhando em tempo real por aqui.

Assunto(s)
Promoção da Igualdade
Procuradoria-Geral do Trabalho - Assessoria de Comunicação - Tel. (61) 3314-8222
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