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Prédio da PGT estampa adesivo #ChegadeTrabalhoInfantil

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07/04/17 Procuradoria-Geral do Trabalho

Prédio da PGT estampa adesivo #ChegadeTrabalhoInfantil

Campanha on-line de combate ao trabalho de crianças e adolescentes foi lançada em fevereiro pelo MPT

Brasília - Depois de ganhar as redes sociais em fevereiro deste ano, a campanha de combate ao trabalho de crianças e adolescentes promovida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) chega ao edifício sede da Procuradoria-Geral do Trabalho, em Brasília. Um adesivo estampando a hashtag #ChegadeTrabalhoInfantil foi instalado nesta sexta-feira (7), na fachada do prédio e ficará no local durante todo o ano de 2017.

A campanha virtual, lançada na sede do MPT em Campinas, faz parte das ações da Coordenadora Nacional de Combate à exploração do Trabalho de Crianças e Adolescentes (Coordinfância). Artistas e personalidades do esporte, como os cantores sertanejos Daniel, Chitãozinho e Xororó, o ex-jogador de vôlei Maurício Lima e a ex-jogadora de basquete Hortência Marcari, aderiram ao movimento. A campanha virtual estimula a postagem da hashtag  por internautas como forma de apoio à causa contra o trabalho irregular de crianças e adolescentes. 

A campanha foi desenvolvida pela agência Bretas Comunicação/B52 com o uso de verbas oriundas de acordos firmados pelo MPT com empresas do interior e da Grande São Paulo. Os artistas e esportistas que participam da iniciativa não cobraram cachê. Dentre os produtos disponibilizados aos internautas estão um site temático, contendo um blog com notícias, atualidades, orientações e prestação de serviços, além de um local dedicado a artigos e opiniões de especialistas.

“Estudos recentes apontam para um grande número de crianças e adolescentes submetidos ao trabalho irregular no Brasil, e isso traz preocupação ao Ministério Público. Não podemos combater o trabalho infantil sem que haja o engajamento da sociedade. As personalidades que apoiaram a campanha assumiram o compromisso por um Brasil melhor, em que as crianças possam se focar unicamente em brincar e estudar. Esperamos, com isso, despertar o envolvimento das pessoas, de forma a torna-las defensoras da causa e replicadoras da mensagem”, afirma a procuradora Marcela Monteiro Dória, representante da Coordinfância no interior de São Paulo.

Segundo dados do Sinai (Sistema de Informações de Agravo de Notificação), do Ministério da Saúde, morreram no país 187 crianças e adolescentes com idades entre cinco e 17 anos durante o trabalho nos anos de 2007 a 2015. Outros 518 jovens tiveram a mão amputada em acidentes laborais, num total de 20.770 casos graves de acidente de trabalho envolvendo pessoas menores de 18 anos. A Organização Internacional do Trabalho (TST) calcula que 14,4% dos trabalhadores que atuam em atividades de alto risco no Brasil têm idades entre 15 e 17 anos.

Apesar da queda de quase 20% dos casos de trabalho infantil em 2015 com relação a 2014, apontada pela mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda há 2,6 milhões de pessoas entre cinco e 17 anos trabalhando no Brasil. “A redução dos números não significa que o trabalho infantil foi erradicado do nosso país. A quantidade de crianças trabalhando ainda é muito grande. Essa é a melhor oportunidade para uma mobilização da sociedade contra essa chaga, para que as estatísticas recuem ainda mais”, aponta Marcela.

Assunto(s)
Criança e Adolescente
Procuradoria-Geral do Trabalho - Assessoria de Comunicação - Tel. (61) 3314-8222
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