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Condições de condutores de ambulâncias serão investigadas

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08/11/16 Procuradoria-Geral do Trabalho

Condições de condutores de ambulâncias serão investigadas

Audiência pública realizada no Senado Federal discutiu situações precárias no atendimento pré-hospitalar

Brasília – O Ministério Público do Trabalho (MPT) vai investigar as condições de trabalho de condutores de ambulância. A afirmação ocorreu durante audiência pública realizada nessa segunda-feira (7), na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal. Na ocasião, participantes apontaram problemas como falta de fiscalização, sucateamento dos veículos, contaminação e uso inadequado de materiais hospitalares.

Segundo o procurador do Trabalho e coordenador nacional de Combate às Irregularidades Trabalhistas na Administração Pública (Conap), Cláudio Queiroga Gadelha, cenário que se visualiza com a PEC nº 55, que impõe o limite de gastos públicos, é aterrador não só pelo aspecto econômico-financeiro, mas especialmente para o trabalhador.

Gadelha destacou que o MPT instituiu na semana passada o projeto estratégico “Saúde na Saúde”, onde será feito um diagnóstico nas entidades públicas de saúde com os maiores índices de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. “A partir dessa audiência, como gerente estratégico do projeto, vou inserir no contexto dessa investigação a condição dos condutores de ambulâncias”, assegurou.

O senador Paulo Paim criticou a falta de regulamentação sobre as infrações de trânsito cometidas por precariedade nas ambulâncias. “Sabemos que muitas vezes os condutores de ambulâncias precisam dirigir em maior velocidade. Pasmem, eles precisam arcar com as multas mesmo em cumprimento de seu dever, ou seja, salvando vidas”.

O risco de contaminação biológica em ambulâncias foi alertado pela auditora-fiscal do Trabalho Jacqueline Carrijo. Para a auditora, há uma negligência absurda. É, comum em auditorias encontrar, por exemplo, materiais hospitalares com esterilizações malfeitas ou com produtos químicos impróprios.

“O que existe hoje é uma situação caótica, criminosa na área das ambulâncias. E essa situação contribui muito também no aumento dos acidentes envolvendo esses carros, porque esta situação de estresse absurdo vai estourar toda no condutor dos veículos”, frisou Jacqueline Carrijo, observando que nos hospitais não há sequer uma área apropriada de descanso para estes profissionais.

Participaram ainda representantes sindicais dos condutores das ambulâncias de diversos estados, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), autoridades públicas e outros profissionais do setor.

Com informações da Agência Senado.

Fotos: Geraldo Magela/Agência Senado.

Assunto(s)
Administração Pública
Procuradoria-Geral do Trabalho - Assessoria de Comunicação - Tel. (61) 3314-8222
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